Tenho saudade
Dos meus pés e mãos na terra
[para a terra]
Saudade das estradas coloridas,
Das 'minhas' flores
E das canções dedicadas
Às manhãs, à tardinha
E à Grande Noite
Saudade da dança e do fogo
Das montanhas, estrelas, ventos
Cavalos, canoas, mergulhos,
Colheitas, sorrisos,
Abraços, tambores!
Tenho saudade
De só ser;
E de nunca mais
Ser só
Segunda-feira, Junho 01, 2009
Segunda-feira, Maio 25, 2009
Era uma espécie de sufoco. Nó sem ponto, entende? Tantos apelos numa competição acirrada - não tinham o mínimo de educação para gritar um por vez. Queria desatar o nó, mas precisava de um ouvido com poderes mágicos. Queria mesmo era subir. Até o cume, sabe? Ainda que do primeiro avistasse ao longe um segundo cume, mais alto, mais intimidador. "Ao menos seria um por vez..." - pensava. Queria mesmo era subir silenciosamente. Queria um guia. Queria o fim do tempo. O fim da pressa. O fim da ausência. O fim dos cumes solitários. O fim da saudade. Queria ter a alma transbordante em alegria atemporal. Entre verdes e azuis, e nuvens, e flores, e ventos, e luzes, e todas as cores.
Terça-feira, Janeiro 06, 2009
neste mundo,
quanto maior a lucidez
tanto maior a solidão
mas há uma alegria inata,
perene
que só um coração raro pode conhecer
não está à venda
não está disponível
senão para quem [verdadeiramente] quer ver
existe luz, existe cor,
e, que felicidade!
existem outros raros.
quanto maior a lucidez
tanto maior a solidão
mas há uma alegria inata,
perene
que só um coração raro pode conhecer
não está à venda
não está disponível
senão para quem [verdadeiramente] quer ver
existe luz, existe cor,
e, que felicidade!
existem outros raros.
Quinta-feira, Dezembro 11, 2008
Segunda-feira, Dezembro 08, 2008
Änimã
(...)
Viajar nessa procura toda
De me lapidar
Neste momento agora
De me recriar
De me gratificar
De busto, alma, eu sei
Casa aberta
Onde mora o mestre,
O mago da luz
Onde se encontra o templo
Que inventa a cor
Animará o amor
Onde se esquece a paz (...)
(Milton Nascimento)reflexos naturais
Absorver o que de bom há
Extirpar da alma o que promove atraso e estagnação
Amor? O degrau mais alto
Da evolução
Ao mundo externo:
- Paciência
- Indulgência
- Compaixão
O mundo muda!
De dentro...
Para fora
E salta dos olhos
Em brilhantes raios...
Num mergulho colorido,
Corajoso,
Fraterno,
Sereno.
Luz...
Serei.
...Luz:
Serás.
Extirpar da alma o que promove atraso e estagnação
Amor? O degrau mais alto
Da evolução
Ao mundo externo:
- Paciência
- Indulgência
- Compaixão
O mundo muda!
De dentro...
Para fora
E salta dos olhos
Em brilhantes raios...
Num mergulho colorido,
Corajoso,
Fraterno,
Sereno.
Luz...
Serei.
...Luz:
Serás.
Quarta-feira, Dezembro 03, 2008
Viu a Lua e Vênus logo ao lado. Queria estar lá em cima. Ou lá embaixo, não importa: queria estar n´outro lugar. O azul, aquele mesmo azul, agora lhe doía. Não podia acompanhá-lo e os motivos eram nobres. ["Mas o que pode ser mais nobre que o azul... Que o meu azul?"] Boba, boba. Se estilhaça aos poucos. A cada dia de sol. Conforme a intensidade das cores... Quanto maior a força do vento.
Sábado, Outubro 11, 2008
Pequenas Grandes Coisas
Era uma vez uma borboleta
Que vivia apressada!
Pilhava o néctar de belas flores
E nem suas mais belas cores notava:
Queria ser conhecida
Como aquela que mais trabalhava
Até que um dia foi interrompida
Por outra borboleta (magrinha),
Que questionava:
Quanto néctar! Vai viajar?
- Não! Queira dar licença...
- Família grande?
- Quero ser reconhecida
Como quem melhor sabe trabalhar.
Acumular tanta comida
Que todos venham me reverenciar!
- Mas nessa quantidade toda...
Em breve tudo vai é se estragar.
[A borboleta silenciou. A magrelinha continuou, sorridente:]
- Não quer ser minha amiga?
Vamos pegar esse néctar,
Distribuir entre nossas semelhantes
E aproveitar o resto do dia para descansar!
Venha ver quanta beleza há
No pôr-do-sol, em frente ao mar...!
Que vivia apressada!
Pilhava o néctar de belas flores
E nem suas mais belas cores notava:
Queria ser conhecida
Como aquela que mais trabalhava
Até que um dia foi interrompida
Por outra borboleta (magrinha),
Que questionava:
Quanto néctar! Vai viajar?
- Não! Queira dar licença...
- Família grande?
- Quero ser reconhecida
Como quem melhor sabe trabalhar.
Acumular tanta comida
Que todos venham me reverenciar!
- Mas nessa quantidade toda...
Em breve tudo vai é se estragar.
[A borboleta silenciou. A magrelinha continuou, sorridente:]
- Não quer ser minha amiga?
Vamos pegar esse néctar,
Distribuir entre nossas semelhantes
E aproveitar o resto do dia para descansar!
Venha ver quanta beleza há
No pôr-do-sol, em frente ao mar...!
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